terça-feira, fevereiro 03, 2015

Eu sou Puccini, Chopin e Bethoven.


Ariano Suassuna.
Circula pela internet uma série de vídeos das últimas aulas/espetáculo proferidas pelo escritor Ariano Suassuna, morto em julho de 2014. Eram para públicos diferentes, em ocasiões diferentes, mas todas as aulas se deram no seu último ano. A estrutura é essencialmente a mesma, na qual o autor fala de casos de sua vida e de sua trajetória intelectual. Por último, mencionava projeto seu em Pernambuco destinado a fomentar a geração de cultura autenticamente brasileira. Muito bem. Entre tudo, o trecho que acho mais engraçado – e as aulas são permeadas por tiradas de humor inteligentíssimas – é aquele no qual o professor desanca a banda Calypso.
Claro, o primeiro detalhe curioso a chamar a atenção é a circunstância de um intelectual da envergadura de Suassuna passar boa parte do tempo sarrafando o tal conjunto, sinônimo comum da mais intragável forma de expressão musical. A quem não se recordar imediatamente, adianto que a tal banda Calypso é uma composta por um casal. Ela é uma rebolativa estridente com umas fantasias características dos carnavais de cidade pobre. O sujeito é um que empunha uma guitarra como se fosse um pau de tortura.
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