terça-feira, outubro 20, 2015

Acerca de uma crise futura.


*Acima a cena final do excelente "Justice for All", a qual não recomendo assisti-la caso ainda não se tenha visto toda a história. O filme trata também da crise do sistema de justiça. 

É consenso que enfrentamos uma crise. Várias crises, aliás. Falo de situações excepcionais suportadas tanto pelo Estado, quanto pela União. No que respeita ao Rio Grande do Sul, tudo se tornou real com o parcelamento do salário dos servidores públicos ligados ao Poder Executivo. Na verdade, essa crise se achava anunciada há muito, mas, ao menos para mim, não havia a certeza se a coisa era mesmo a valer ou se lançada no contexto do vale-tudo das disputas políticas.  

Com relação ao plano nacional, a crise mais recente é também de natureza econômica. E mesmo não tenha havido parcelamentos, o quadro de cortes de direitos trabalhistas, isenções e programas sociais tem quase que o mesmo efeito. Os alcançados, contudo, não são os servidores públicos, mas os cidadãos que dependem e mesmo sobrevivem por conta das intervenções do Estado Social que agora se faz reduzir. Não fosse isso apenas, há outra crise conjunta à econômica. Falo de uma deslegitimação do exercício do poder proveniente de  enorme crise de corrupção que parece não ter fim e não poupar ninguém. Diferentemente da crise econômica, a de corrupção tem alcançado Executivo e Legislativo indistintamente, havendo mesmo a impressão de que todos ocupantes das posições de poder, com maior ou menor proporção, ali se encontram por conta do funcionamento de mecanismo espúrio e que se fossem honestos não teriam alcançado os lugares onde se encontram.
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